Solenidade realizada em Brasilia para a concessão da BR-381 em Minas © José Cruz/Agência Brasil


Governador de Minas, Zema, usou sua conta na plataforma X para fazer criticas à solanidade de Lula Reprodução: X

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (22) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por não participado da solenidade, em Brasília, da assinatura do termo de concessão do trecho da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares.

“Por esse acordo das dívidas dos estados, o governador de Minas Gerais deveria me trazer um prêmio”, disse Lula em discurso.
“Ele (Zema) deveria me dar um prêmio de único presidente da República que ele tem conhecimento que nunca vetou absolutamente nada de nenhum prefeito ou governador por ser oposição. O que nós fizemos para os estados que não pagavam as dívidas só Jesus Cristo faria”, afirmou Lula.


O presidente destacou, ainda, que sua terceira gestão no cargo está sendo marcada pelo diálogo com os governadores. Ele citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Lula, o programa foi construído por meio da demanda dos estados. “Eu fiz as obras que os estados pediram, pelo menos isso deveria agradecer, mas ele fez uma crítica desnecessária (ao Propag). Vou relevar porque sou presidente da república e quero falar do que está dando certo”, declarou o presidente.

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O governo de Minas não foi representado nem por Zema, que alegou estar em agenda com a Associação Mineira de Municípios (AMM), nem pelo vice, Mateus Simões (Novo).


O prefeito em exercício de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), esteve no evento ao lado de membros da bancada mineira no Congresso Nacional.


Por intermédio das redes sociais, o governador Zema mandou um recado para Lula: “O PT prometeu essa mesma obra nos 188 meses de governo, mas não entregou. Por isso, quando for colocar máquina na pista, fiscalizar ou inaugurar trechos da obra na BR-381, eu estarei à disposição. Meu foco é trabalhar, não perder tempo com eventos burocráticos.”


Após a sanção com vetos do Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), de autoria do presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Zema declarou que as negativas de Lula a trechos específicos do texto trariam prejuízos aos estados endividados.


De acordo com o governador mineiro, a negativa do petista a 13 artigos da proposta podem obrigar o estado a repassar R$ 5 bilhões a mais para a União em 2025 e 2026.


“Enquanto os estados lutam para equilibrar as contas, o Planalto mantém 39 ministérios, viagens faraônicas, gastos supérfluos no Alvorada e um cartão corporativo sem transparência. Até quando o contribuinte vai bancar essa desordem?”, questionou em publicação na sua conta na rede social X.


O ministro da Fazenda Fernando Haddad respondeu a Zema no X: “No seu governo, o Estado deu calote em mais de R$ 30 bilhões devidos ao governo federal, em mais R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras, fora os calotes em outros credores privados, fazendo o Estado um dos mais endividados do país e com brutal crescimento da dívida”.


Apesar de afirmar que não iria aderir ao Propag se os vetos não fossem derrubados, interlocutores do governo mineiro afirmam que Minas, que se encontra em Regime de Recuperação Fiscal, deve anunciar adesão ao programa federal para pagamento das dívidas com a União.

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