Oscar, que morreu na tarde de ontem e foi cremado à noite. (Reprodução: TV)


O Brasil despediu-se na noite desta sexta-feira de sua maior lenda do basquete em uma atmosfera de sobriedade e reverência. Oscar Schmidt foi cremado em São Paulo em uma cerimônia restrita exclusivamente a familiares e amigos próximos. Atendendo a um pedido pessoal feito em vida, o ídolo foi velado e conduzido à cremação vestindo a camisa da Seleção Brasileira, o uniforme que o alçou ao panteão do esporte mundial e que simbolizou sua entrega absoluta ao país.

A relevância de sua trajetória motivou uma reação imediata do Estado. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias em todo o território nacional, reconhecendo Oscar como um herói do esporte e um exemplo de resiliência para a sociedade brasileira.

O último adeus da família

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Em meio à comoção nacional, a família do ex-jogador optou pela discrição. Em nota publicada nas redes sociais, os parentes agradeceram o fluxo de mensagens de solidariedade, mas reforçaram o pedido de intimidade. “A família agradece, com carinho, todas as mensagens de apoio, força e solidariedade. A despedida foi realizada de forma discreta, apenas entre parentes próximos. Pedimos respeito e privacidade neste momento”, diz o comunicado oficial.

Oscar deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, com quem era casado desde 1981, e dois filhos: Filipe, nascido em 1986, e Stephanie, de 1989. O núcleo familiar foi o pilar de sustentação do ex-atleta durante sua longa batalha contra as enfermidades que o acometeram nos últimos anos.

Saúde e formação

A partida do ídolo foi confirmada após uma emergência médica em sua residência, em Santana de Parnaíba. Segundo a prefeitura local, Oscar foi socorrido pelo Serviço de Resgate e deu entrada no Hospital Municipal Santa Ana pouco antes das 14h, já sem vida, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

Sua história clínica era acompanhada de perto pelo público desde 2011, quando foi diagnosticado com um câncer no cérebro. Após enfrentar cirurgias e tratamentos agressivos, Oscar demonstrou uma coragem singular ao decidir, em 2022, interromper os cuidados oncológicos para priorizar sua qualidade de vida ao lado dos seus. Em 2014, ele também havia enfrentado o diagnóstico de uma arritmia cardíaca.

Oscar Schmidt encerra sua jornada como o maior cestinha de todos os tempos, mas seu legado transcende os números. Ele deixa a imagem de um homem que, até o último instante, escolheu as cores de seu país e o aconchego de sua família como seus bens mais preciosos.