Desembargadora afastada Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa.(Foto: Reprodução)


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu instaurar processos administrativos disciplinares contra sete magistrados do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), suspeitos de participação em esquema de corrupção investigado pela Polícia Federal. A decisão foi tomada em sessão realizada em 11 de novembro de 2025.

Entre os alvos está a desembargadora Nelma Celeste Souza Silva Sarney Costa, cunhada do ex-presidente José Sarney e ex-corregedora-geral de Justiça do Estado. Ela já havia sido afastada de suas funções em fevereiro de 2024, também por decisão do CNJ, que aplicou a pena de disponibilidade por dois anos. Na ocasião, o Conselho entendeu que Nelma Sarney agiu com parcialidade ao favorecer um ex-assessor em concurso para cartórios.

Além de Nelma Sarney, foram incluídos nos processos os desembargadores Luiz Gonzaga Almeida Filho e Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, além dos juízes de primeira instância Alice de Sousa Rocha e Cristiano Simas de Sousa. O juiz Sidney Cardoso Ramos teve o caso arquivado por falta de indícios.

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As apurações fazem parte da Operação “18 Minutos”, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga suposta venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo magistrados, advogados e políticos no Maranhão. O nome da operação faz referência ao tempo médio em que decisões suspeitas eram proferidas após a entrada de processos.

O CNJ manteve os afastamentos cautelares já determinados e determinou a abertura dos processos disciplinares. Caso sejam confirmadas as irregularidades, os magistrados podem ser punidos com sanções que vão de advertência até aposentadoria compulsória, considerada a pena máxima na esfera administrativa.

As defesas dos magistrados negam participação em atos ilícitos e afirmam que não há provas que sustentem as acusações.