O preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado no Brasil fechou março em R$ 7,99, alta de 3,36% em relação a fevereiro (R$ 7,73), segundo a mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), baseado em dados da plataforma Repom.

A principal pressão veio do diesel, impactado pelo cenário global de abastecimento de petróleo ainda tensionado pelo Oriente Médio. Conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S10 subiu 13,60% em março ante fevereiro e o diesel comum (S500) avançou 12,34%, com preços médios de R$ 7,10 e R$ 7,01 por litro, respectivamente, elevando o custo do transporte e, consequentemente, o valor do frete.

Além dos combustíveis, o agronegócio contribuiu para sustentar a demanda, com o escoamento da safra de grãos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra 2025/26 em 353,4 milhões de toneladas, leve alta de 0,3% sobre o ciclo anterior, que, se confirmada, será um novo recorde na série histórica.

O indicador também refletiu mudanças regulatórias. Em março, novas determinações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) passaram a exigir a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as contratações e a prever multas por violação do piso mínimo do frete, o que tende a reforçar a fiscalização e influenciar os custos do setor.

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Para Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade, “o avanço do frete em março reflete uma combinação de fatores estruturais e conjunturais” e a expectativa é de nova alta no fechamento de abril.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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