A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe repercutiu intensamente na imprensa mundial.
A cobertura internacional destacou o caráter histórico da decisão e os impactos políticos para o Brasil. Veja como diferentes regiões do mundo reagiram:
Europa
The Guardian (Reino Unido) classificou o julgamento como um “momento-chave para a democracia brasileira”, ressaltando o ineditismo de um ex-presidente e militares de alta patente serem julgados por subversão.
The Economist (Reino Unido) publicou uma capa com a manchete “O que o Brasil pode ensinar à América”, comparando Bolsonaro ao “viking do Capitólio” e afirmando que o Brasil superou sua “febre populista”.
El País (Espanha) destacou a transparência do julgamento, transmitido ao vivo, e a diferença em relação a outros países, onde decisões são tomadas por um único juiz.
Américas
The New York Times (EUA) ironizou o uso da bandeira americana em protestos pró-Bolsonaro e afirmou que o Brasil “conquistou algo que os Estados Unidos não conseguiram: levar um ex-presidente a julgamento por tentativa de golpe”.
The Washington Post (EUA) apontou que o julgamento começou “com um golpe em Trump”, sugerindo paralelos entre os dois líderes e destacando a pressão política envolvida.
La Nación (Argentina) enfatizou os riscos de retorno à ditadura, citando os votos dos ministros do STF que alertaram para a gravidade da tentativa de ruptura institucional.
Oriente Médio
Al Jazeera (Catar) acompanhou o julgamento desde os primeiros votos, destacando o papel do STF na defesa das instituições democráticas e a repercussão política interna no Brasil.
A condenação de Bolsonaro foi vista pela imprensa internacional como um teste institucional para o Brasil e um exemplo global de como democracias podem reagir a ameaças autoritárias.
A imprensa internacional, especialmente na Europa e nas Américas, tratou o caso como um divisor de águas, com implicações que vão além das fronteiras brasileiras.





