O vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS); presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES); relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). - Foto: Agência Senado


A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações, da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é sócio.

A decisão marca um dos momentos mais tensos da investigação, que também convocou familiares e empresários ligados ao setor financeiro.

Além da medida contra a empresa de Toffoli, os parlamentares aprovaram o convite para que Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, compareça à comissão.

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Ela deverá explicar suas relações com o Banco Master, instituição financeira que está no centro das apurações.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, também foi convocado, assim como os irmãos de Toffoli e outros ex-diretores da instituição.
O senador Alessandro Vieira classificou a decisão como “histórica”. Segundo ele, “a CPI cumpre seu papel ao investigar possíveis conexões entre autoridades e organizações criminosas”.

A comissão busca esclarecer operações financeiras consideradas atípicas envolvendo o Banco Master e empresas ligadas a figuras públicas.
A inclusão de familiares de ministros do STF ampliou a repercussão política do caso e deve intensificar os embates entre Congresso e Judiciário nas próximas semanas.