Fumaça sobe após um ataque israelense nos subúrbios do sul de Beirute, em meio à escalada entre Hezbollah e Israel durante o conflito. (Reprodução: TV)


Israel inicia ofensiva terrestre no Líbano

O Exército de Israel iniciou operações terrestres na fronteira com o Líbano para garantir a segurança no norte do país após o colapso da trégua com o Hezbollah. A ofensiva, que já causou 52 mortes e o deslocamento de 30 mil pessoas, ocorre em meio a bombardeios intensos em Beirute. O governo Netanyahu descreve a ação como necessária para neutralizar a milícia apoiada pelo Irã.

Irã ataca bases e sedes militares dos Estados Unidos

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A Guarda Revolucionária do Irã lançou a “Operação Promessa da Verdade 4”, atingindo o comando principal e a base aérea de Sheikh Isa, no Bahrein. O ataque, realizado com 20 drones e três mísseis, destruiu quartéis e depósitos de combustível.

No Kuwait, o Pentágono confirmou a morte de seis militares americanos e 18 feridos em decorrência das retaliações iranianas.

Drones atingem embaixada americana na Arábia Saudita

Dois drones atingiram o complexo da embaixada dos EUA em Riad, provocando explosões e incêndios no bairro diplomático. O prédio estava vazio e não houve registro de vítimas, mas o ataque elevou o alerta na região. Em resposta, Washington ordenou o fechamento de embaixadas no Kuwait e na Arábia Saudita, instruindo cidadãos americanos a deixarem seis países do Golfo.

Conflito causa divisão no bloco dos Brics

A ofensiva de Washington e Tel Aviv contra Teerã gerou uma crise de coesão nos Brics, com Brasil, China e Rússia condenando os ataques. Em contrapartida, Índia e as novas monarquias árabes do bloco criticam a retaliação iraniana. A dificuldade de conciliar os interesses de aliados estratégicos dos EUA e potências rivais ameaça a estabilidade do grupo recém-expandido.

Netanyahu diz que guerra contra o Irã será rápida

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou à Fox News que a ação militar contra o Irã será “rápida e decisiva”, e não uma guerra interminável. Segundo ele, a intervenção conjunta com os EUA foi necessária para impedir que novos locais de armas nucleares iranianos se tornassem inatacáveis. Israel já atingiu o gabinete presidencial e o Conselho Supremo de Segurança em Teerã.

Guerra de drones marca nova fase

Sem condições para uma invasão terrestre no vasto território iraniano, o conflito se transformou em uma disputa aérea protagonizada por drones. O uso de equipamentos como o Shahed-136 “kamikaze” revela um choque de estratégias focado em atingir infraestruturas sem o envio de tropas. Especialistas apontam que a geografia montanhosa do Irã impõe essa dinâmica de ataques remotos.

Impacto humanitário na guerra é grande

A Sociedade do Crescente Vermelho estima que 787 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques aliados no último sábado. Entre as vítimas, 168 pessoas faleceram em um bombardeio contra uma escola em Minab, caso que levou a ONU a exigir investigações imediatas. O cenário é agravado pelo pânico após o suposto assassinato do líder supremo Ali Khamenei.

Escalada ameaça economia e Copa do Mundo

A alta nos preços do petróleo e a instabilidade global pressionam a economia americana e geram incertezas sobre a neutralidade da Fifa. Faltando 100 dias para a Copa de 2026, a participação dos EUA como sede é questionada diante do envolvimento direto no conflito. No Brasil, o ministro Fernando Haddad monitora a situação com cautela, prevendo impactos caso a escala aumente.