O presidente do STF, Edson Fachin afirmou que o caso da operação do Rio foi uma "tragédia grave". (Foto: STF)


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (30) que a Corte acompanha com atenção a crise de segurança pública no Rio de Janeiro.

A declaração foi feita ao fim da sessão plenária, dois dias após uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão que deixou 121 mortos, incluindo quatro agentes de segurança.

Fachin classificou o episódio como “tragédia grave” e defendeu “discrição e sobriedade” das instituições diante do cenário.

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“Todos os integrantes deste tribunal acompanham com a devida atenção, com plena solidariedade aos familiares das vítimas e, ao mesmo tempo, com a discrição e a sobriedade que são necessárias para, em momentos de tragédias graves como essa, dedicar a elas a nossa atividade concreta e, no lugar devido, as melhores preocupações”, disse.

A ação, considerada uma das mais letais da história recente do estado, teve como alvo núcleos do Comando Vermelho (CV), facção envolvida com tráfico de drogas e armas.

Centenas de agentes participaram da operação, que gerou reações de autoridades e entidades da sociedade civil. Elas cobram apuração rigorosa sobre as circunstâncias das mortes.

O STF não informou se tomará medidas específicas, mas a fala de Fachin indica que o tribunal acompanha os desdobramentos. A declaração ocorre em meio a discussões sobre o papel das forças de segurança e o impacto das operações em áreas vulneráveis.