Moisés Rabinovici*
Os Estados Unidos estão esperando uma “rendição incondicional” do Irã nessa guerra de Sete Dias”, anunciou o presidente Donald Trump, hoje, em seu blog Truth Social. Uma confirmação de que há “algo no ar” surgiu depois que o presidente iraniano Massoud Pazakhiam declarou que “alguns países começaram a tentar uma mediação” — um deles, a Arábia Saudita.
Trump faz questão de uma “rendição incondicional”, dolorosa de ser aceita pelo que sobrar do governo iraniano. O presidente Pazakhiam até admitiu que “o Irã está comprometido com uma paz duradoura na região, mas que não hesitará em defender nossa soberania e dignidade como nação”. As forças iranianas continuaram hoje a atacar as bases americanas, nos países árabes vizinhos, com mísseis e drones. As barragens contra Israel estão cada vez mais raras. Hoje à noite houve uma, sem feridos e destruição.

Do blog de Trump: os EUA e seus “maravilhosos aliados” vão reconstruir o Irã após “a escolha de um(a) GRANDE E ACEITÁVEL líder(es)”. Ele não se importa se o Irã se tornar ou não uma democracia, depois de 47 anos de teocracia. Quer uma liderança justa e imparcial, que “faça um grande trabalho e trate bem os EUA e Israel.”
O final da guerra, para Israel, tem um outro cenário: com o governo do Irã enfraquecido, a oposição ocupará de novo as ruas, exigindo mudança de regime. Isso pode levar um tempo. E mesmo se a guerra pausar no Irã, ela deverá continuar no Líbano, onde Israel está bombardeando áreas do Hezbollah em Beirute e ao norte de sua fronteira, já de novo invadida com soldados e tanques, há dois dias.
*Moisés Rabinovici é jornalista brasileiro com carreira marcada por atuação internacional e inovação digital. Como correspondente de imprensa, atuou em Israel, Europa e Estados Unidos.





