Flávio Bolsonaro, que anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PL. (Foto: EBC)


O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso na carceragem da Polícia Federal em Brasília e cumprindo pena de 27 anos e três meses, anunciou pela primeira vez de forma explícita que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho primogênito, será o candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.

A decisão, comunicada a aliados próximos, representa uma inflexão estratégica no bolsonarismo. Até então, nomes como Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, eram cogitados para a disputa.

Segundo Bolsonaro, Flávio reúne condições para consolidar a unidade partidária e fortalecer o palanque nacional, contando com o apoio de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cláudio Castro (PL-RJ).

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A expectativa é que o senador intensifique viagens pelo país e assuma protagonismo nos embates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oferecendo ao mercado e à classe política uma imagem de maior previsibilidade, em razão de seu perfil considerado mais moderado em comparação aos irmãos.

Eduardo Bolsonaro dando apoio ao seu irmão. Reprodução X

Valdemar da Costa Neto confirma a escolha

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, encerrou as especulações internas ao confirmar publicamente a candidatura:

“Confirmado. Flávio me disse que o nosso capitão ratificou sua candidatura. Bolsonaro falou, está falado. Estamos juntos.”

A declaração reforça a unidade partidária e coloca o senador como o nome oficial do PL para a corrida presidencial, afastando dúvidas sobre disputas internas.

O futuro de Tarcísio de Freitas

Com a definição de Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto, Tarcísio de Freitas abandona a pretensão presidencial e deve se concentrar em buscar a reeleição ao governo de São Paulo. A decisão preserva a aliança com Bolsonaro e evita divisões dentro da base bolsonarista.

Cenário eleitoral

Michelle Bolsonaro deve disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.

O vice de Flávio provavelmente será indicado por um partido de centro, em tentativa de ampliar a coalizão.

Do lado governista, lideranças do PT defendem a manutenção da chapa Lula-Alckmin, repetindo a fórmula de 2022.

Riscos e desafios

A candidatura de Flávio pode gerar tensões internas no PL, especialmente entre apoiadores de Michelle e Tarcísio.

O mercado financeiro já reagiu com volatilidade à notícia, refletindo incertezas sobre o futuro político.

A disputa promete ser polarizada, com Lula e Flávio representando os principais polos da eleição de 2026.