O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o republicano Donald Trump reúnem-se nesta quinta-feira (7), ao meio-dia (horário de Brasília), na Casa Branca. O encontro ocorre em formato de reunião de trabalho, o que dispensa o rigoroso protocolo de uma visita de Estado, mas carrega o peso de uma tentativa de reaproximação após um período de atrito entre Brasília e Washington.
Reaproximação após crise
Este é o segundo encontro oficial entre os líderes. O primeiro, realizado na Malásia em outubro passado, foi marcado por um clima de hostilidade. Na ocasião, Washington havia imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicado sanções contra autoridades brasileiras ligadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A melhora no canal de comunicação começou a ser desenhada na última sexta-feira (1º), em uma conversa telefônica de 40 minutos que selou o convite para a ida de Lula aos Estados Unidos.
Pauta estratégica e segurança
Lula desembarcou em Washington na noite de quarta (6) com uma comitiva robusta, sinalizando a diversidade dos temas em jogo. Além de Mauro Vieira (Itamaraty), participam Dario Durigan (Fazenda) e Andrei Rodrigues (Polícia Federal).
A agenda de trabalho foca em pontos sensíveis para ambos os governos:
- Comércio: Negociação das tarifas sobre produtos brasileiros e exploração de terras raras.
- Tecnologia e Crime: Regulação de big techs e o compartilhamento de investigações sobre crimes envolvendo o sistema PIX.
- Geopolítica: Discussões sobre economia global e os principais conflitos internacionais em curso.
O roteiro na Casa Branca
De acordo com fontes diplomáticas, a programação no Salão Oval deve começar com uma breve declaração conjunta à imprensa, seguida de uma conversa reservada entre os dois presidentes. Posteriormente, as delegações se juntam para uma reunião ampliada e um almoço de trabalho.
A previsão é que o presidente brasileiro deixe os EUA e retorne a Brasília ainda nesta quinta, logo após o término dos compromissos oficiais.




