A Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) contestou, nesta sexta-feira (20), as declarações da procuradora Rebeca Ramagem, que acusou o órgão de perseguição política após ser convocada a retomar suas atividades presenciais.
Rebeca, esposa do ex-ministro Alexandre Ramagem, vive nos Estados Unidos desde o ano passado. Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime fechado por participação na tentativa de golpe de Estado ao lado de Jair Bolsonaro. Ele deixou o Brasil em setembro de 2025, logo após a sentença, e também teve seu mandato de deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro cassado.
Em nota oficial, a PGE-RR afirmou que o regime de teletrabalho foi encerrado em 2020, inclusive a pedido da própria servidora, e que não há base legal para mantê-lo. O órgão sustenta ainda que Rebeca está há mais de 90 dias sem exercer suas funções e deverá justificar 45 dias de ausência.
A procuradora, por sua vez, alega que a suspensão do trabalho remoto e a exigência de comparecimento a perícias médicas presenciais configuram práticas ilegais e discriminatórias. Em vídeo divulgado nas redes sociais, acusou o procurador-geral Tyrone Mourão de agir por motivação política.
A PGE-RR afirma que não reconheceu o atestado médico apresentado por Rebeca porque ela deixou de comparecer a duas perícias presenciais, ressaltando que não há estrutura para avaliação por telemedicina.





