da Redação
07 junho 2026
Ataque em Israel deixa um morto e cinco feridos perto da Cisjordânia.
Um atirador em um carro abriu fogo neste domingo (07/06) em três locais em Israel, perto da fronteira com a Cisjordânia ocupada, matando um homem e ferindo pelo menos outras cinco, duas das quais gravemente, em um evento classificado por autoridades israelenses como ataque terrorista.
Segundo a polícia, o suspeito foi morto após uma breve perseguição. A arma e o veículo usados nos ataques, que ocorreram em e ao redor de Kochav Yair, foram apreendidos.
Um segundo suspeito foi preso posteriormente depois de “fazer declarações sugerindo envolvimento no ataque”, disse a polícia.
“Esta manhã, um terrorista hediondo saiu, chegou a Kochav Yair e, infelizmente, antes de ser eliminado, conseguiu assassinar um cidadão israelense e ferir outros”, declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
O presidente Isaac Herzog disse estar “chocado com o horrível ataque terrorista”, oferecendo condolências à família da vítima e orações por uma rápida recuperação dos feridos.
O atirador foi identificado pela polícia como um cidadão árabe-israelense na casa dos vinte anos e residente de Tayibe, uma cidade israelense próxima, predominantemente habitada por cidadãos árabes de Israel.
Não houve reivindicação imediata de autoria do ataque. O grupo militante palestino Hamas elogiou os ataques, mas não assumiu responsabilidade.
Após os disparos, soldados israelenses foram enviados a um dos locais no centro de Israel e a um assentamento israelense próximo na Cisjordânia, disse o Exército em comunicado.
O político de ultradireita e ministro israelense das Finanças, Bezalel Smotrich, pediu uma “mudança profunda” entre os árabes israelenses, que representam cerca de 20% da população do país. “Um terreno perigoso e extremista de cultivo do terrorismo está crescendo e busca destruir o Estado de Israel”, afirmou.
Em março, Israel aprovou uma lei que prevê a pena de morte para palestinos condenados por terrorismo que matem cidadãos israelenses.
O também ultradireitista ministro israelense da Segurança, Itamar Ben Gvir, frisou que a pena de morte vale também para cidadãos árabes-israelenses.
Essas pessoas, apesar de serem etnicamente palestinas, têm cidadania israelense porque não deixaram suas casas após a fundação de Israel, em 1948. O grupo responde por cerca de 21% da população do país.
Recomendados
TCU arquiva ação de Flávio contra empresa ligada a ex-nora de Lula
Walton Alencar disse que pedido só citava matérias sem provas; caso segue na PF
Rombos e urgência tecnológica desafiam estatais do Brasil
Debate opõe mercado eficiente ao papel das empresas públicas na inovação e soberania
O que fazer com as estatais federais?
Por Jackson De Toni*