da Redação
07 junho 2026
Rombos e urgência tecnológica desafiam estatais do Brasil.
A discussão atual sobre as empresas estatais federais no Brasil orbita em torno de um dilema central: a conciliação entre a responsabilidade fiscal e o desenvolvimento socioeconômico estratégico. Por um lado, o cenário recente de déficits primários — impulsionado por crises estruturais em setores tradicionais, como o de logística postal — acende o alerta de analistas ortodoxos. Esta perspectiva defende que a intervenção estatal na economia deve ser subsidiária, pautada pela neutralidade competitiva e pela eficiência de mercado, de modo a mitigar riscos de ingerência política e ineficiência operacional.
Por outro lado, abordagens heterodoxas e desenvolvimentistas sustentam que as estatais são instrumentos indispensáveis para a soberania nacional. Sob essa ótica, tais corporações possuem a capacidade única de absorver os riscos financeiros de investimentos de longo prazo e de alta incerteza tecnológica — o chamado capital paciente —, fundamentais para liderar a transição energética e a transformação digital. O desafio atual, portanto, não consiste na eliminação do
Estado empresário, mas no aprimoramento de seus mecanismos de governança corporativa, utilizando legislações como a Lei nº 13.303/2016 para garantir transparência e eficiência a serviço do interesse público.
Clique aqui e leia análise do economista Jackson de Toni sobre assunto: https://www.brasilconfidencial.com.br/post/o-que-fazer-com-as-estatais-federais
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O que fazer com as estatais federais?
Por Jackson De Toni*