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Delação de Vorcaro relata repasses milionários ao grupo de Cláudio Castro no Rio

Banqueiro detalha pagamentos via empresas ligadas ao Rioprevidência e cita papel de Antônio Rueda no esquema

da Redação

17 junho 2026

Delação de Vorcaro relata repasses milionários ao grupo de Cláudio Castro no Rio

A delação do banqueiro Daniel Vorcaro, recusada nesta semana, trouxe novos elementos sobre supostos repasses milionários ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro.

Segundo os relatos, os pagamentos teriam sido operacionalizados por meio de empresas ligadas ao Banco Master e ao fundo Rioprevidência, em um esquema que também envolveria o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.

Empresas e valores

Vorcaro detalhou que as companhias Mídias Promotora Ltda e Metanoien Participação e Consultoria receberam juntas cerca de R$ 228 milhões entre 2024 e 2025.

Esses repasses, segundo o banqueiro, teriam como destino final integrantes do grupo de Castro.

O papel de Rueda

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, foi apontado como responsável por indicar diretores do Rioprevidência, o que teria facilitado aportes bilionários no Banco Master. A Polícia Federal apura se houve contrapartida política e financeira nesses movimentos.

Contexto das investigações

A delação foi rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República por não trazer fatos considerados inéditos. Ainda assim, os relatos reforçam suspeitas já levantadas em operações anteriores, como a Compliance Zero, que investigou transferências de quase R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o Banco Master.

Episódios emblemáticos

Entre os episódios narrados, Vorcaro citou encontros pessoais com Castro, incluindo uma viagem a Nova York para degustação de uísques, cujo custo teria ultrapassado US$ 1 milhão.

Dias depois, o Rioprevidência aportou R$ 80 milhões no Banco Master, fortalecendo a suspeita de contrapartida.

Situação política

Cláudio Castro já foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral e nega todas as acusações. A defesa afirma que as delações carecem de credibilidade e que não há provas materiais que sustentem os relatos.

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