da Redação
17 junho 2026
O presidente do BRB, Nelson de Souza, utilizou sua participação na abertura do 7º Brasília Summit para defender a relevância da instituição para o Distrito Federal e reforçar o compromisso da atual gestão com a transparência. Ao abordar os desafios enfrentados pelo banco nos últimos meses, o executivo afirmou que “não há qualquer interesse em esconder fatos” e destacou a colaboração com as autoridades responsáveis pelas investigações.
Segundo ele, o BRB atravessou “uma das situações mais complexas da sua história”, marcada por questionamentos do mercado, de órgãos de controle e da sociedade. Nelson ressaltou que a solução para o processo envolveu o Governo do Distrito Federal, a União, o
Banco Central, o Fundo Garantidor de Crédito, o Supremo Tribunal Federal e diversas instituições financeiras. “Ficou claro que não se tratava de uma decisão que pudesse ser resolvida por uma única instituição”, afirmou.
O presidente também destacou as medidas adotadas pela nova administração para fortalecer a governança do banco. De acordo com ele, houve reestruturação da diretoria, ampliação dos mecanismos de controle e reforço dos processos de apuração interna. “Não há qualquer interesse em esconder fatos. Pelo contrário, nosso compromisso é com a verdade, com a responsabilização de quem eventualmente tenha cometido irregularidades e, sobretudo, com a preservação do BRB”, disse.
Durante o discurso, Nelson de Souza fez uma reflexão sobre o papel da instituição diante dos acontecimentos recentes. “Diante de tudo que aconteceu, o BRB ainda tem razão de existir? Com certeza sim”, afirmou. Segundo ele, o banco exerce uma função estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, apoiando empresas, empreendedores, investimentos e políticas públicas.
O executivo ressaltou que a instituição participa da operacionalização de programas sociais e da inclusão financeira da população. “Preservar o BRB significa preservar uma instituição que faz parte da engrenagem que movimenta a economia local, apoia o crescimento de Brasília e atende milhares de clientes, empresas e cidadãos”, afirmou.
Nelson de Souza também declarou que os clientes voltaram a investir e depositar recursos na instituição. Segundo ele, o banco trabalha com um plano de negócios conservador que projeta lucro de R$ 1 bilhão em 2028. “Não se trata de uma meta baseada em otimismo.
Trata-se de uma projeção construída com rigor técnico, responsabilidade e foco na sustentabilidade de longo prazo”, disse.
Ao relacionar o momento vivido pelo BRB ao tema central do encontro, dedicado aos impactos da inteligência artificial na gestão pública e privada, o presidente afirmou que a tecnologia pode contribuir para instituições “mais eficientes, mais transparentes e mais conectadas com soluções concretas que ampliem a capacidade de servir as pessoas”. Para ele, a crise também representa uma oportunidade de aperfeiçoamento institucional. “A crise nos obrigou a olhar para dentro. Agora, ela também nos oferece a oportunidade de construir uma instituição melhor”, afirmou.
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