Um novo olhar sobre política, justiça e economia

Destaques

Eduardo Bolsonaro diz que vai denunciar STF em órgãos dos EUA

Ex-deputado afirmou que levará condenação ao Congresso americano e defende novo governo para enfrentar “STF perseguidor”.

da Redação

17 junho 2026

Eduardo Bolsonaro diz que vai denunciar STF em órgãos dos EUA

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende denunciar internacionalmente o Supremo Tribunal Federal (STF), após ter sido condenado pela Corte. Em entrevista ao portal Metrópoles, o parlamentar declarou que levará o caso “à Casa Branca, ao State Department e ao Congresso americano”, em busca de apoio de aliados nos Estados Unidos.

“Eu levarei à Casa Branca, eu levarei ao State Department, eu levarei ao Congresso americano, falarei com todos os congressistas que são nossos aliados e temos interlocução, porque isso daí é uma afronta ao governo americano”, disse.

Eduardo Bolsonaro questionou se apenas o Brasil estaria correto em suas decisões judiciais. “Será que realmente só o Brasil está certo, Estados Unidos, Espanha, Itália, Argentina, está todo mundo errado?”

O deputado cassado defendeu mudanças profundas no cenário político nacional. “A gente tem que virar essa página do país, a gente tem que colocar um novo governo, a gente tem que colocar um novo

Congresso para conseguir segurar esse STF perseguidor. Não dá, com todo respeito”, declarou.

Ele também ressaltou sua votação expressiva em 2018. “Eu sou o deputado federal mais votado da história do Brasil, retornaria para o meu país para seguir sendo ali presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional”, disse.

Segundo Eduardo, sua atuação parlamentar foi cerceada. “Agora eu estou impedido de exercer meu trabalho porque eles acham que, por terem pedido cem horinhas no oito de janeiro, terem perseguido aí o meu pai, o primeiro ex-presidente do Brasil que é preso sem acusação de corrupção, por um golpe fantasioso”, afirmou.

O parlamentar concluiu dizendo que continuará denunciando o que chama de abusos da Corte. “Eles estão achando que isso daí vai fazer isso daí e não vai acontecer nada? Nós seguiremos denunciando esses crimes internacionalmente”, declarou.

Além das críticas ao STF, Eduardo Bolsonaro reforçou a narrativa de perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso após os atos de 8 de janeiro. Para o ex-deputado, a prisão seria “sem acusação de corrupção” e fruto de um “golpe fantasioso”. Ele afirmou que a condenação contra si e contra aliados representa uma tentativa de silenciar a oposição.

O discurso de Eduardo também buscou legitimar sua posição política com base na votação recorde que obteve. Ao se apresentar como “o deputado mais votado da história do Brasil”, ele argumentou que deveria ter garantido o direito de exercer plenamente suas funções parlamentares, especialmente na presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Em 2018 falou em fechar STF

Em julho de 2018, durante uma palestra em Cascavel (PR), Eduardo Bolsonaro afirmou que seria simples fechar o Supremo Tribunal Federal.

Ele disse: “Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe. Você manda um cabo e um soldado”.

A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de o Supremo impedir a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência. Eduardo Bolsonaro afirmou que a hipótese não preocupava o grupo político de seu pai.

Segundo ele, bastaria uma ação mínima para neutralizar o tribunal. A fala repercutiu imediatamente no meio jurídico e político. Ministros do STF classificaram a declaração como uma ameaça às instituições democráticas.

Juristas apontaram que o comentário representava afronta ao princípio da separação dos poderes. Eduardo Bolsonaro tentou minimizar o episódio dias depois. Ele disse que se tratava de uma “hipérbole” e que não deveria ser interpretada literalmente.

O deputado afirmou que não tinha intenção de incitar ação militar contra o Supremo. Apesar da justificativa, a frase ganhou notoriedade e passou a ser associada ao discurso autoritário do bolsonarismo. O episódio foi lembrado em diversas ocasiões posteriores.

Em julgamentos sobre ataques às instituições, a fala foi citada como exemplo de retórica golpista. A expressão “um cabo e um soldado” tornou-se símbolo de ameaça militar contra o Judiciário. O comentário foi registrado em vídeo durante a palestra em Cascavel.

O material circulou em redes sociais e veículos de imprensa. A repercussão consolidou a frase como uma das mais polêmicas da carreira política de Eduardo Bolsonaro.

Recomendados