da Redação
06 junho 2026
União Europeia é segundo maior mercado da carne brasileira.
A União Europeia é o segundo maior destino das proteínas animais brasileiras, com US$ 1,8 bilhão (R$ 9,31 bilhões) em vendas anuais, segundo o Ministério da Agricultura. No caso da carne bovina, o bloco ocupa a terceira posição, atrás de China e Estados Unidos.
Em abril, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos usados para estimular crescimento e produtividade animal. A medida, porém, não foi suficiente para atender às exigências europeias. O bloco cobra garantias adicionais de rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso de medicamentos.
Para retomar as exportações dos produtos vetados, o Brasil terá de comprovar que cumpre integralmente as regras da UE durante todo o ciclo de vida dos animais. Isso pode ocorrer por meio de novas restrições legais ou pela criação de mecanismos mais rígidos de monitoramento da cadeia produtiva. A segunda alternativa é considerada mais complexa, pois envolve custos maiores para produtores e frigoríficos.
O Ministério da Agricultura já sabia desde março que o país não tinha estrutura suficiente para atender às exigências sanitárias, por falta de fiscalização oficial e independente. O prazo dado pela União Europeia para adequação vai até 3 de setembro de 2026.
Apesar da pressão, o governo brasileiro afirma estar otimista. “Nossas áreas técnicas estão trabalhando para dar essas garantias para os europeus. Tenho bastante otimismo de que haverá compreensão pelo lado europeu de que o Brasil é esse provedor seguro, estável e confiável”, disse o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luis Rua.
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