Segundo o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi, os complexos da Penha e do Alemão tornaram-se o quartel-general do CV em nível nacional, funcionando como centro de decisões estratégicas para as atividades da facção em todo o País.
“Nesses locais são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou Curi.
Entre os mortos na operação estão criminosos com atuação em estados como Amazonas, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Pará. A seguir, conheça os perfis dos principais “alvos neutralizados”, expressão usada pela polícia para pessoas que foram mortas na operação:

Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato” (AM) – Aos 32 anos, acumulava condenações por homicídio e porte ilegal de arma. Em 2019, foi sentenciado a 40 anos de prisão pelo assassinato de dois irmãos em Manaus. Atuava no bairro Tancredo Neves e era ligado a João Branco, ex-líder da extinta facção Família do Norte (FDN), posteriormente integrada ao CV.

Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo” (AM) – Natural de Eirunepé, no interior do Amazonas, completou 32 anos um dia antes da operação. Estava foragido desde abril deste ano, com mandado de prisão preventiva por homicídio e organização criminosa.

Alisson Lemos Rocha, o “Russo” ou “Gordinho do Valão” (ES) – Tinha 27 anos e morreu em confronto no Morro do Alemão. Era investigado por homicídio na Serra, na Grande Vitória, e liderava o tráfico no bairro Barro Branco, com conexões com Nova Carapina. A Polícia Civil do Espírito Santo, no entanto, não o considerava figura de destaque na hierarquia do CV local.
Danilo Ferreira do Amor Divino, o “Mazola” (BA) – Também conhecido como “Dani”, era apontado como chefe do tráfico em Feira de Santana, segundo a Polícia Civil fluminense.
Diogo Garcez Santos Silva, o “DG” (BA) – Atuava em Feira de Santana e tinha antecedentes por associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.
Fábio Francisco Santana Sales, o “FB” (BA) – Tinha passagem por ameaça registrada em Alagoinhas, no interior baiano.
Fernando Henrique dos Santos (GO), Rodinha, de Itaberaí (GO), e PP (PA) também figuram entre os mortos, embora seus históricos criminais ainda estejam sendo detalhados pelas autoridades.


