A Polícia Federal afastou uma delegada de suas funções e prendeu um agente nesta quinta-feira (14), em Brasília, durante a mais recente etapa da Operação Compliance Zero. Os dois são suspeitos de fornecer dados internos da corporação a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que já se encontra preso na sede da PF.
A ofensiva mira um esquema atribuído a Vorcaro e seus aliados, acusado de acessar ilegalmente sistemas protegidos e de usar essas informações para intimidar pessoas de interesse do grupo.
Na mesma manhã, Henrique Vorcaro — pai de Daniel e controlador do banco — também foi preso. Figura conhecida no meio empresarial de Minas Gerais, ele aparece desde o início das investigações como peça central nas movimentações financeiras consideradas suspeitas.
De acordo com a PF, os crimes investigados incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
A suspeita de invasão de sistemas já havia surgido em março, quando investigadores afirmaram que Daniel Vorcaro ordenou ataques contra bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.
A operação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu sete mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Segundo os investigadores, o grupo funcionava como uma “milícia privada” a serviço do banqueiro, monitorando e ameaçando adversários empresariais, autoridades, ex-funcionários e jornalistas.





