Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso nesta quinta-feira (14) em Nova Lima (MG), na 6ª fase da Operação Compliance Zero, por fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, manteve os pagamentos da equipe miliciana que o banqueioro mantinha mesmo após a prisão de Daniel Vorcaro.
Segundo a Polícia Federal, Henrique manteve pagamentos a grupos coordenados por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”. Ele recebia R$ 1 milhão por mês pelos seus trabalhos.
O núcleo de Sicário, que morreu na carceragem da Polícia Federal, era apelidado de “A Turma” e “Os Meninos”. Eram responsáveis por ações de intimidação, espionagem e acesso ilegal a informações sigilosas.
De acordo com os investigadores, os repasses financeiros garantiam a continuidade das atividades criminosas, que incluíam a vigilância de autoridades, jornalistas e críticos do banco, além da obtenção de dados protegidos por sigilo. A PF afirma que Henrique Vorcaro não apenas financiava o grupo, mas também acionava seus serviços para tentar acessar inquéritos em andamento.
A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Entre os alvos, estão também integrantes da própria corporação: uma delegada foi afastada e um agente preso por suspeita de colaboração com o grupo de Sicário.
O caso expõe a dimensão da rede criminosa ligada ao Banco Master, que teria movimentado até R$ 12 bilhões em fraudes e ocultado cerca de R$ 2,5 bilhões em contas ligadas à família Vorcaro. A defesa de Henrique ainda não se manifestou.





