da Redação
07 junho 2026
O preço do café começa a dar uma trégua.
O preço do café no mercado internacional finalmente começou a cair. Na bolsa de valores de Nova York (onde o preço do grão é decidido para o mundo todo), o quilo do café do tipo arábica teve uma queda de quase 30% desde o começo do ano. Isso acontece depois de o produto ter atingido o preço mais alto de sua história em fevereiro de 2025.
Mesmo com essa melhora, os grandes empresários do setor continuam com o pé atrás. Giuseppe Lavazza, dono da famosa marca italiana de café Lavazza, diz que ainda é cedo para comemorar. Segundo ele, o preço parou de subir, mas para saber se vai continuar caindo, é preciso esperar para ver como será a próxima colheita no Brasil.
Por que o café ficou tão caro?
O mercado do café enfrentou uma “tempestade perfeita” nos últimos anos por três motivos principais:
- Clima: Em 2021, uma forte geada no Brasil (o maior produtor do mundo) destruiu plantações. Desde então, a falta de produto fez os preços dispararem.
- Custos de produção: Para a empresa Lavazza, por exemplo, o custo para comprar café subiu de 600 milhões de euros em 2019 para 1,6 bilhão de euros por ano a partir de 2024.
- Especulação financeira: Além do clima, investidores que apostam na subida dos preços na bolsa de valores foram responsáveis por cerca de 70% do aumento do café.
O que esperar para o futuro?
Agora, a atenção do setor está voltada para o Brasil e o Vietnã (os dois maiores produtores de café do mundo). No Brasil, o clima atual está bom, mas os especialistas se preocupam com o fenômeno El Niño, que pode causar uma grande seca no Vietnã e estragar as plantações de café do tipo robusta (muito usado em cafés instantâneos).
Além disso, conflitos internacionais e decisões políticas sobre impostos de importação continuam encarecendo o transporte e a produção.
Para empresas gigantes como a Nestlé, essa recente queda no preço do café (e também do cacau, que estava muito caro) deve ajudar as empresas a recuperarem seus lucros até 2026. A expectativa é que o bolso do consumidor pare de sofrer tanto na hora de comprar o cafezinho, a menos que o clima apronte alguma surpresa.