STF
- Entrevista exclusiva: O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu entrevista exclusiva e reveladora ao jornalista Germano Oliveira, diretor do portal BRASIL CONFIDENCIAL, perto de concluir seu mandato à frente da Corte. A conversa, aguardada com grande expectativa, vai ao ar nesta quinta-feira, às 18h, no Jornal BC TV, programa diário do portal.
Tarifaço
- Impacto econômico: O tarifaço de 50% anunciado pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros, oficializado na quarta-feira (30/7), pode ter impacto econômico maior nos Estados brasileiros em que houve mais apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro na última eleição presidencial.
- Estados prejudicados: Sete Estados concentraram, no ano passado, mais de 80% de toda a exportação para os EUA: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
- Vieira com Rubio: O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu nesta quarta-feira (30) com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para reafirmar a posição do governo brasileiro em relação ao tarifaço imposto às exportações brasileiras pelos Estados Unidos.
- Alckmin na Ana Maria Braga: O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi ao programa de Ana Maria Braga, na TV Globo, e avaliou que ainda há margem para diálogo com os EUA.
- Bolsonaristas trumpistas: Pesquisa da Quaest realizada no início de julho e divulgada no dia 16 revela que, embora a maioria dos brasileiros (72%) seja contra a tarifa de 50% anunciada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil, uma minoria de 19% apoia a medida. A tarifa, agora prevista para entrar em vigor em 6 de agosto, teve seu alcance reduzido, com uma lista de quase 700 itens isentos. No entanto, setores como café e carne ainda permanecem ameaçados.
- Carne prejudicada: A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) diz que o setor está “em alerta máximo” após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma nova tarifa de 50% sobre o produto brasileiro, que entrará em vigor em 6 de agosto e não prevê isenção para a carne bovina.
- Imposto de 76%: A medida, se concretizada, elevará a carga tributária total sobre a carne bovina brasileira para mais de 76%, somando-se à alíquota atual de 26,4%, e pode inviabilizar economicamente as exportações para o mercado norte-americano, segundo a entidade.
- Alumínio perde: O setor brasileiro do alumínio projeta perdas que podem ultrapassar R$ 1,15 bilhão até o final de 2025 devido às recentes sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, que, apesar de não serem cumulativas à alíquota de 50% já vigente, trarão impactos financeiros significativos e poderão gerar desequilíbrios em toda a cadeia de suprimentos global.
- Destino: EUA. Em 2024, os EUA representaram o terceiro maior destino das exportações brasileiras de alumínio, totalizando US$ 773 milhões (cerca de R$ 4,2 bilhões). A ABAL estima que aproximadamente um terço desse volume estará sujeito à sobretaxa de 50%, inviabilizando o acesso de diversos produtos brasileiros ao mercado americano.
- SP antecipa auxílio: O governo do estado de São Paulo anunciou uma medida emergencial para proteger os exportadores paulistas diante do novo cenário tarifário sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. O governador Tarcísio de Freitas autorizou a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados de ICMS, por meio do programa ProAtivo.
Alexandre de Moraes - Deputado expulso do PL: O PL expulsou nesta quinta-feira (31) o deputado federal paulista Antonio Carlos Rodrigues. A razão: o parlamentar de São Paulo fez a defesa do ministro Alexandre de Moraes e criticou Donald Trump. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que a bancada pressionou pela expulsão.
- Lei não se aplica a Moraes: O investidor e ativista britânico William Browder, mentor da criação da Lei Magnitsky, manifestou-se nesta quinta-feira (31) publicamente contra a decisão de Donald Trump de aplicar a legislação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Lula: solidariedade: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota oficial, na noite desta quarta-feira (30), em que defende a democracia e a soberania do país frente às iniciativas dos Estados Unidos (EUA) contra a economia e a Justiça brasileiras. Na nota, o presidente brasileiro manifesta solidariedade do governo federal a Moraes e diz que o magistrado é “alvo de sanções motivadas pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.
- Human Rights: apoio: A Human Rights Watch (HRW) criticou nesta quarta-feira (30) as medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e confirmar a taxação de parte das exportações brasileiras. De acordo com a entidade, as medidas interferem na independência do Brasil. “As sanções contra um ministro do Supremo Tribunal Federal e as tarifas impostas pelo governo Trump ao Brasil são uma clara violação da independência judicial, pilar da democracia. Se discordam de uma decisão, deveriam recorrer, não impor punições aos ministros e ao país”, declarou a HRW.
- Congresso se manifesta: Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, reagiram criticamente às represálias do governo Trump ao Brasil e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Horas após a divulgação do decreto que bloqueia bens e impede transações financeiras de Moraes nos EUA, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se manifestou publicamente. Sem mencionar o nome do ministro, Alcolumbre emitiu uma nota à imprensa enfatizando a “confiança no fortalecimento das instituições, entre elas o Poder Judiciário”. Em uma declaração incisiva, Alcolumbre afirmou: “O Congresso Nacional não admite interferências na atuação dos nossos Poderes”.
- Gilmar Mendes: O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, saiu em defesa de seu colega de toga Alexandre de Moraes após sanção imposta pelos Estados Unidos (EUA). Segundo Gilmar, o trabalho de Moraes é fundamental para preservar a democracia brasileira. Ele citou o plano golpista para matar autoridades e anular a eleição.
Política
Justiça
- Bolsonaro perde: O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) rejeitou o recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL/SP) em ação por supostos danos morais. Bolsonaro pedia R$ 50 mil em indenização, além de retratação pública, alegando que Boulos teria feito acusações caluniosas e extrapolado os limites da liberdade de expressão. No entanto, os desembargadores entenderam que as declarações ocorreram dentro de um debate político legítimo e estavam amparadas constitucionalmente.
Orçamento
- Lula libera R$ 20,6 bi: Uma semana após o anúncio da liberação de R$ 20,6 bilhões do Orçamento de 2025, o Palácio do Planalto publicou um decreto que detalha o descontingenciamento dos recursos por ministérios e órgãos federais. Segundo o decreto, dos R$ 10,747 bilhões que permanecem bloqueados, R$ 8,3 bilhões vêm de gastos discricionários (não obrigatórios) e R$ 2,447 bilhões de emendas parlamentares.
Desemprego
- Número histórico: O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,8% no segundo trimestre de 2025, um marco histórico. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a menor taxa desde o início da série histórica em 2012. A queda foi significativa: em comparação com o trimestre imediatamente anterior (encerrado em março), a taxa de desocupação recuou 1,2 ponto percentual (p.p.), partindo de 7%. Em relação ao mesmo período de 2024, quando a taxa era de 6,9%, a melhora também é notável. Com esses resultados, o número de pessoas desocupadas no país caiu para 6,3 milhões, uma redução de 17,4% em relação ao trimestre anterior e de 15,4% na comparação anual.
Custo de vida
- Comida por quilo: Pesquisa de preços de refeições em restaurantes da capital paulista feita pela Fundação Procon-SP aponta alta de 10,82% nas refeições self-service por quilo em um ano. No comparativo dos 54 estabelecimentos comuns da série histórica, o preço médio constatado em junho de 2024 foi de R$ 80,84 e, em junho deste ano, de R$ 89,59.
Legislação - Proíbe testes: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe o uso de animais em testes para cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes. A nova norma foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (31). O projeto tramitava no Congresso Nacional há mais de uma década e recebeu aprovação da Câmara dos Deputados no início de julho.
Ciência
- Vespa contra pragas: Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estudam vespas parasitoides no interior do Amazonas. O objetivo é relacionar a ação desses insetos ao controle biológico natural de pragas em lavouras de mandioca de pequenos produtores na região. Essa pesquisa inovadora busca preencher uma lacuna de conhecimento sobre a atuação dessas espécies na Amazônia.
Meio Ambiente
- Lixo Globalizado: Um mutirão promovido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro em parceria com a ONG Somos Natureza identificou resíduos sólidos em Ilha Grande vindos da China, Argentina e Etiópia. Entre eles, garrafas PET e embalagens de chá. Entre os dias 13 e 16 de julho, foram retirados 242 kg de materiais recicláveis que chegaram às praias por meio de correntes marítimas.
Internacional
- Rússia ataca Kiev: Segundo o comando militar ucraniano, o número de vítimas pode subir nas próximas horas. Mais de 12 pontos da cidade foram atingidos. De acordo com o Exército, os russos lançaram 309 drones e oito mísseis hipersônicos Iskander no ataque. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que uma criança de seis anos está entre os mortos. Ele também destacou que o ataque visou infraestruturas civis, como prédios comuns e até uma mesquita.





