Esta foto registrou a reunião em que Bolsonaro discute medidas para impedir posse de Lula.(Reprodução)


Jair Bolsonaro

Ex-presidente da República, capitão reformado do Exército, iniciou carreira política como deputado federal por sete mandatos consecutivos. Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, construiu sua imagem pública com forte discurso conservador, nacionalista e anticomunista. Durante seu governo, promoveu pautas armamentistas, negacionismo científico e ataques às instituições democráticas. Após perder as eleições, foi acusado de liderar uma articulação para impedir a posse do presidente eleito. Seu vínculo com o bolsonarismo é absoluto: ele é o próprio símbolo do movimento, com forte base popular e influência sobre militares e setores da extrema-direita.

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Mauro Cid

Tenente-coronel do Exército, foi ajudante de ordens de Bolsonaro durante todo o mandato presidencial. Formado pela AMAN e com especializações em inteligência militar, Cid era responsável por organizar a agenda presidencial, repassar mensagens e coordenar ações de bastidores. Tornou-se figura central nas investigações por ter atuado como elo entre Bolsonaro e outros militares. Foi preso preventivamente e depois passou a colaborar com as investigações, entregando documentos e mensagens. Seu envolvimento com o bolsonarismo é operacional e estratégico, sendo considerado executor direto de ordens do ex-presidente.

Alexandre Ramagem

Delegado da Polícia Federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Tem formação jurídica e especialização em segurança institucional. Foi indicado por Bolsonaro para assumir a direção-geral da PF, mas teve a nomeação barrada pelo STF. Como diretor da Abin, é acusado de mobilizar agentes e informações estratégicas para sustentar a narrativa golpista. Atualmente é deputado federal pelo PL, partido de Bolsonaro. Ramagem é considerado um dos principais articuladores do bolsonarismo na área de inteligência e segurança pública.

Anderson Torres

Delegado da Polícia Federal e ex-ministro da Justiça. Formado em Direito, com carreira consolidada na PF, assumiu o ministério com forte alinhamento às pautas bolsonaristas, como flexibilização do armamento e endurecimento penal. Após a derrota eleitoral, foi nomeado secretário de Segurança Pública do DF e acusado de omitir ações estratégicas que facilitaram os atos violentos de 8 de janeiro. Encontrou-se em sua casa uma minuta de decreto golpista. Seu vínculo com o bolsonarismo é ideológico e institucional, sendo um dos principais operadores jurídicos do grupo.

Augusto Heleno

General da reserva do Exército, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Formado pela AMAN, foi comandante militar da Amazônia e do Haiti. No governo Bolsonaro, tornou-se um dos principais conselheiros do presidente, com forte influência sobre a ala militar. É acusado de participar de reuniões e discursos de mobilização golpista. Heleno representa o núcleo duro do bolsonarismo militar, com discurso nacionalista e avesso à esquerda. Sua atuação foi marcada por ataques à imprensa e defesa de intervenção militar.

Walter Braga Netto

General da reserva, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil. Com longa carreira no Exército, comandou a intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018. No governo Bolsonaro, foi responsável por articulações políticas e logísticas. É acusado de atuar na estruturação do plano golpista e de tentar mobilizar apoio das Forças Armadas. Foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022. Braga Netto é um dos principais representantes do bolsonarismo militar, com discurso autoritário e alinhado à ruptura institucional.

Paulo Sérgio Nogueira

General da reserva e ex-ministro da Defesa. Formado pela AMAN, ocupou cargos de comando em diversas regiões do país. No governo Bolsonaro, assumiu a Defesa com discurso técnico, mas passou a adotar postura política ao questionar a segurança das urnas eletrônicas. É acusado de contribuir com a estruturação de apoio militar à tentativa de golpe. Seu vínculo com o bolsonarismo se consolidou na reta final do governo, quando passou a defender pautas alinhadas à narrativa de fraude eleitoral.

Almir Garnier Santos

Almirante da Marinha e ex-comandante da força naval. Formado pela Escola Naval, com especializações em estratégia marítima, Garnier é acusado de oferecer suporte institucional e retaguarda a militares envolvidos na trama golpista. Participou de reuniões com outros integrantes do núcleo crucial e teria atuado para garantir apoio logístico à ruptura democrática. Seu vínculo com o bolsonarismo é mais discreto, mas relevante, especialmente pela posição estratégica que ocupava na cúpula das Forças Armadas.