Fabiano Zettel é pastor evangélico e se apresenta como empresário, além de ser cunhado de Daniel Vorcaro. (Foto: Reprodução)


Mendonça manda prender Daniel Vorcaro

A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira em São Paulo, forçou o cancelamento da sessão da CPI do Crime Organizado no Senado. Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, eram esperados para depor sobre uma suposta rede de corrupção e lavagem de dinheiro. O embate entre os poderes e a ação da PF esvaziou o colegiado.

Ministro do STF manda prender Zettel

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A Polícia Federal cumpriu a prisão de Daniel Vorcaro na terceira fase da operação que investiga irregularidades na gestão do Banco Master. Esta é a primeira ação autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, como relator do caso. Também foram expedidos mandados contra o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, e outros operadores financeiros por crimes diversos.

Banqueiro mantinha milícia particular

A nova prisão de Vorcaro fundamentou-se em indícios de que ele ordenou a invasão de sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol para obter documentos sigilosos e monitorar adversários. Diálogos revelam estratégias de violência comparáveis a máfias, incluindo planos de agressão contra opositores e o monitoramento do jornalista Lauro Jardim, que corria risco de sequestro.

Fabiano Zettel se entrega à PF em SP

O empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, entregou-se nesta quarta-feira (4) à Polícia Federal em São Paulo. Alvo da Operação Compliance Zero, ele é investigado por participação em um esquema bilionário de fraudes envolvendo títulos de crédito falsos. A defesa afirmou que o empresário está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

PF descobre esquema de blindagem

A PF identificou e bloqueou R$ 2,24 bilhões em uma conta vinculada ao pai de Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro. Segundo o ministro André Mendonça, a conta funcionava como mecanismo de blindagem para manter recursos líquidos disponíveis enquanto o banqueiro simulava fragilidade financeira. A engenharia para ocultar patrimônio continuou mesmo após o início das investigações.

Empresa de fachada pagava propinas

O ministro André Mendonça detalhou o papel da Varajo Consultoria como peça central na engrenagem de corrupção do grupo. Administrada por Leonardo Palhares, a empresa não possuía atividade econômica real e servia como “biombo jurídico” para o repasse de propinas a servidores do Banco Central. O esquema visava facilitar as operações irregulares da instituição financeira.


PGR é alvo de críticas do ministro do STF

O ministro André Mendonça rebateu críticas da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o prazo de 72 horas para análise do caso. Mendonça classificou como “lamentável” a falta de urgência do órgão chefiado por Paulo Gonet, afirmando que a demora em agir seria “extremamente perigosa para a sociedade” diante da gravidade dos crimes investigados.

Para PF, esquema criminoso era amplo

Investigações revelam que o Banco Master operava com “profissionais do crime” infiltrados na regulação financeira. A estratégia envolvia a captação agressiva de recursos via CDBs com taxas acima do mercado, destinados a ativos de baixa liquidez e fundos do próprio grupo. A prática gerou um rombo bilionário, coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Funcionária pagava esquema de propina

Diálogos obtidos pela PF mostram a funcionária Ana Claudia Queiroz de Paiva confirmando pagamentos de R$ 1 milhão para custear a estrutura de vigilância e coerção de Vorcaro. O grupo, apelidado de “A Turma”, era responsável pelo monitoramento ilegal e intimidação de adversários, com fluxos financeiros geridos diretamente pelo núcleo operacional do banco.

DF aprova injetar dinheiro e salvar o BRBB

A Câmara Legislativa do DF aprovou projeto que autoriza o Governo local a realizar aporte no Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos em operações com o Banco Master. A proposta permite capitalização e empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC. O texto também libera a venda de nove imóveis públicos para garantir as operações de crédito.

Dino afasta prefeito, vice e servidores de Macapá

O ministro Flávio Dino determinou o afastamento imediato do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e de seu vice por suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos na construção de um hospital municipal. A decisão inclui a quebra de sigilo bancário de dez investigados e proíbe a construtora envolvida de participar de novas licitações no estado.

Ministro suspende quebra de sigilo de Roberta Luchsinger

O ministro Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. Dino questionou o método de votação “em globo” de requerimentos pela comissão, afirmando que o Poder Legislativo não pode realizar uma “devassa indiscriminada” em dados privados sem a devida fundamentação individualizada.

Guerra atinge 5º dia com ataques massivos ao Irã

O Exército de Israel lançou uma “ampla onda de ataques” contra infraestruturas de defesa e lançamentos no Irã e no Líbano. Fontes israelenses indicam que os confrontos devem durar entre sete e dez dias, com o encerramento dependendo de decisão do presidente dos EUA, Donald Trump. A ofensiva visa desarticular as capacidades militares do regime iraniano.

Trump defende ofensiva e embaixadas são fechadas

O presidente Donald Trump justificou a guerra contra o Irã como medida para evitar um conflito nuclear. Com a ampliação dos combates e o envio de tropas ao Líbano, os EUA ordenaram a saída de cidadãos de 14 países e fecharam embaixadas em Beirute, Kuwait e Arábia Saudita. O consulado americano em Dubai foi alvo de um ataque por drone.

Impactos da guerra na economia do Brasil

A escalada militar entre Israel, EUA e Irã gera reflexos na economia brasileira, apesar da distância geográfica. Especialistas alertam que os desdobramentos diplomáticos e econômicos do conflito — que já envolve mais de dez nações — ameaçam interromper a recuperação do Brasil no pós-pandemia, afetando mercados globais e cadeias de suprimento.